sábado, fevereiro 15, 2014

Breve abordagem sobre o filme “Singin' In The Rain” em relação à Cultura Organizacional

Por Rosângela Reis




O filme Cantando na Chuva de 1952, trata-se de um dos mais marcantes clássicos de época, onde a indústria de filmes reproduzia a arte do teatro como a música e a dança adaptados ao novo formato de cinema, mostrando dificuldades e influências sociais de uma cultura em movimento. Ditando uma nova postura social seja na moda, seja nas expectativas ao novo mundo que uma tela faz acreditar; na perspectiva profissional, um mundo que sai do preto e branco para as cores, alimentando vaidades e sonhos.

Don C. (Gene Kelly) e Lina Lamont ( Jean Hagen) são os personagens famosos da estória envolvidos em fama e publicidade, eles são a representação oficial de Hollywood no cinema mudo; junto deles seguem, outros personagens que fazem parte da estrutura de sucesso, em meio às intempéries, em que a união, persistência e versatilidade farão a diferença.

A contextualização do filme mostra a transição do cinema mudo, que trabalhava exclusivamente com a imagem, intensificando uma cultura onde tudo era um marketing visual e o comportamento copiado das incríveis telas. Entretanto, com o advento do cinema falado há necessidade de explorar habilidades, talentos, criatividade que, outrora, ficava apenas no imaginário do telespectador, logo aquela idealização fomentaria mais ainda a imaginação dos fãs, instigando uma aproximação mais intima com o público e revolucionando a indústria cinematográfica.

O momento era o agora! A indústria cinematográfica abria oportunidades para novos profissionais: roteiristas se tornavam essenciais, assim como, músicos para dar o clima entusiasmático e vários outros profissionais que faziam parte da alma do cinema. Percebe-se o desenvolvimento desta cultura organizacional dentro de um iminente processo transformador que refletiria em eco até nossos tempos atuais. O cinema quebra o paradigma da Imagem para agregar arte em pró-atividade.

Quando avaliamos esse desenvolvimento, percebemos a vontade e a coragem com que os personagens se apoiam para fazer dar certo. Em exemplo, destacam-se três personagens: Don (AÇÃO) – em seu carisma, sociabilidade e humildade, principalmente, ao sempre reconhecer seu melhor amigo Cosmo com igualdade para chegar ao sucesso. Cosmo (MENTE) – sempre muito estimulante e criativo, salva na hora do sufoco com suas ideias brilhantes e que se complementam ao talento de Don. Katie (CORAÇÂO) – seu idealismo e senso de compromisso que transcendem em sua beleza, especialmente, na cena em que se torna pioneira em dublar só para salvar o trabalho do cinema que visionava como válido e que todos criavam expectativas. Além deles, lógico, há toda uma logística e o diretor, que mesmo se sentindo perdido, acredita naqueles precursores.

Em um filme onde habilidades e talentos são discutidos sob diferentes perspectivas e respeitados quando os personagens se vêm numa mesma panela; não obstante, vê-se a união em prol de um mesmo objetivo; mesmo quando Lina L tenta sabotar, demonstrando não ser uma profissional verdadeira e estagnando-se em meio aos seus atos pueris.


Na cultura organizacional todos fazemos parte de uma unidade comum. O sinergismo que nos leva ao progresso, ao descobrimento de um admirável mundo novo e nos torna aptos a superação. O que começa muitas vezes sem razão e nos faz parte de um grupo existencial, de repente, nos encontramos e nos vemos parte de uma equipe quando nos identificamos ideologicamente e partimos para ações efetivas, planejando com estratégias e estímulos, que nos fazem ser a diferença na soma do que vivemos; seja no trabalho, na vida, nos relacionamentos, no próprio ato de respirar assim nos desenvolvemos nesse processo com práticas cognitivas ao progresso de evolução. Preservando, adaptando, transformando, sejam quaisquer áreas, as sociedades superam seus ápices em fatores culturais e humanistas.  

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