O Inefável Prazer da Benevolência
Por Rosângela Reis
Você
já encontrou alguém bom, mas bom de verdade?
Alguém
naturalmente bom? Com a essência do amor altruísta, abnegado.
Na
maioria encontramos pessoas boas. Mas, boas até quando? Qual o
limite? Qual a conveniência?
Às
vezes, em quaisquer relações, onde o objeto de desejo pode ser mais
forte que um senso moral, fica difícil não existir uma pertinência
quanto ao outro. Se quer agradar de todo jeito. Inevitavelmente,
quando se trata de escolher entre ser naturalmente bom ou ser bom por
causa do outro ou dos outros, o comportamento humano se torna
dubitável. Isso se dá porque o ser humano ao invés de buscar-se
para depois buscar o outro, teme encarar seu próprio eu afogado em
frustrações se tornando frágil, carente, perdido, desolado. E
pior, esquece-se da essência do bem para consigo e para com aqueles em
vida.
Fazem
coisas boas por vaidade, esperando reconhecimento, algo em troca,
compensação.
Fazer
o bem não é uma escolha, e sim, uma naturalidade humana, intrínseca
da alma. Todavia, encontrar essa forma de amor é raríssimo! Essa
forma abnegada, sem ínfima intencionalidade, e sim, apenas pelo mais
vigoroso prazer de fazer o bem... isso é um presente!
Infelizmente, há pessoas que ainda se prendem em egoísmo excêntrico, buscando
reconhecimento por suas ações para serem amadas e enaltecidas, para
se encaixarem aos olhos dos outros e de si. E mentem. Mentem por se
sentirem reprimidas e não magoar aqueles que, de uma forma ou outra,
justificam que amam ou respeitam. Abstraem como mentiras
insignificantes. Mentem por vaidade, pois, preferem viver a ilusão - do que acham que deveria ser ideal - do que assumir frustrações ou reprovações, ao invés, de tentar superar ou ser humilde para
aceitar a si e ao outro. Pessoas enchem seus copos com arrogância,
vaidades e verdades absolutas e se convencem sobre a ilusão em que
vivem seja verdade.
Por
que se esquecem de sua humanidade? Por que é tão difícil se pôr
no lugar do outro? Por que se esconder em discursos demagógicos? O
que agrada viver em estagnação e dogmatismo.
O
maior desafio é:
Afinal,
o que você está fazendo para fazer sua vida genuína e válida?
Para ser uma pessoa melhor? Aquela que Papai do Céu criou com beleza
infinita. Que deu o maior presente de todos: a liberdade. O
livre-arbítrio. A oportunidade de aprender e, mesmo em queda, ainda
permite o resgaste da forma pura que ficou adormecida no âmago de
seu início.
Difícil
viver as vicissitudes da vida sem escoriações. O mal quase sempre
vem de quem mais confiamos. Muitas vezes dores e decepções tão
profundas que nos tornam apáticos, distantes. Não há como esquecer
as marcas. Mas o tempo ajuda a dar oportunidades para novos recomeços
e reencontros, se nos permitimos em humildade o perdão recíproco.
Se o
ser humano conseguisse viver o amor altruísta, não haveria guerra,
desrespeito, maledicência, inveja, soberba, desigualdades, violência
física ou moral, não existiria a mediocridade humana.
Sabe
o que haveria?
BELEZA,
benevolência, satisfação e plenitude, sabedoria, equilíbrio, paz.
Haveria a compreensão de felicidade.
Afortunados
aqueles que conseguem neste mundo ter uma coleção genuína de
felicidade.
Não
perca a fé. Encontre-se e encontre seu caminho. Sempre haverão
pessoas e situações surpreendentes.
A
felicidade está nos detalhes da mesma vida que estão as tristezas.
Permita-se ter uma perspectiva positiva para torná-las qualitativas,
evitando uma vida fugaz. Eis, aí, sua rica coleção. E quando
chegar ao fim, elas te darão conforto.
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